Moda sustentável,  Slow fashion

Como fazer compras mais conscientes em 6 passos

Imagem cortesia da Näz em https://naz.pt/pt/

Penso que já percebeste, pelo que vou partilhando por aqui e pelo meu instagram (se ainda não segues, de que estás à espera?), que “moda sustentável” significa, para mim, várias coisas. Obviamente que significa apoiar uma produção mais ética e sustentável mas acredito que também está muito relacionada com trabalhar o nosso armário e o nosso estilo de forma mais consciente, para que seja possível reduzir o nosso consumo (excessivo) de forma natural e sem esforço, o que também nos vai permitir apostar em peças de maior qualidade e, por vezes, de preço mais elevado. Claro que nem sempre mais caro significa mais qualidade.

Por isso, e fortemente inspirada pela blogger Signe do blogue useless, queria partilhar contigo como podes fazer para escolher uma peça de qualidade e identificar marcas e materiais mais sustentáveis.

1. Faz a tua pesquisa.

Enquanto consumidoras, temos o poder incrível de votar com o nosso dinheiro. Se o teu objectivo é contribuir para um futuro mais sustentável, mais transparente e mais ético, podes fazê-lo apoiando marcas cujos valores se alinham com os teus. Quando encontro uma marca sustentável nas minhas pesquisas, o que faço é ler a história por detrás da marca – que se encontra normalmente na secção Sobre – e procuro algum tipo de certificação ecológica que, à partida, me garante que a marca tem práticas de sustentabilidade implementadas. Se efectivamente quiser apoiar a marca comprando um dos seus produtos, normalmente faço uma pesquisa rápida para ver possíveis reviews e críticas.

 

Lê também o artigo “O que é o movimento slow fashion”

 

2. Certificações

Um conceito do qual se tem ouvido falar imenso é o conceito de greenwashing. Resumindo, isto acontece quando uma marca publicita um determinado produto como sendo produzido a partir de materiais reciclados, por exemplo, ou então um produto feito a partir de ingredientes naturais (este conceito é transversal a várias áreas, como a área da moda ou beleza), o que só por si não constitui um carimbo de qualidade porque não significa necessariamente que um produto é ecológico. É aqui que as certificações nos podem ajudar a fazer escolhas mais inteligentes. Estas certificações surgem muitas vezes sob a forma de um pequeno logótipo. Se tiveres dúvidas e quiseres confirmar o significado de uma determinada certificação, a Signe sugere o Ecolabel Index. É uma página Web onde podes encontrar todas as certificações ecológicas. O que faço também é pesquisar a marca no google colocando “certificações” ou “certifications” à frente da marca, se calhar é uma forma mais fácil de descobrir de imediato quais as certificações. Podes também seguir o trabalho de lojas sustentáveis – como a The Fair Bazaar ou a Dome Ethical Store que também fazem uma coisa muito interessante que é classificar cada produto com base no seu impacto e em determinados critérios definidos.

3. Aprende sobre os materiais utilizados.

A questão dos materiais sustentáveis pode ser bastante complexa, uma vez que cada material tem os seus prós e contras. Se te interessares por este tema, vale a pena pesquisar um pouco sobre este assunto. A marca portuguesa e sustentável Näz, por exemplo, tem um separador só dedicado aos cuidados que devemos ter com as peças dos vários tecidos que utilizam, tal é a importância de cuidar das peças que compramos. No meu caso, a regra que tenho seguido é tentar ao máximo optar por tecidos naturais, como o algodão, linho e evitar comprar materiais sintéticos como poliéster, poliamida e afins. Contudo, tenho consciência de que optar pelo algodão não é a solução perfeita porque é um material que consome muita água e muitos químicos para ser produzido.

O importante aqui é definires os teus valores e encontrares soluções que vão ao encontro dos teus critérios e que sejam duradouras. Por exemplo, se és vegan, é natural que optes por marcas que não promovam a exploração animal. Se preferes usar peças que não sejam fabricadas com químicos nocivos, podes optar por materiais orgânicos.  Pensa no que é importante para ti e stick to it.

4. Aprende a identificar peças de boa qualidade.

O meu caminho até agora levou-me a uma fase em que privilegio muito mais a qualidade em detrimento da quantidade e, para mim, apostar em peças de qualidade, duradouras e intemporais é uma forma de moda sustentável e consciente. Comprar menos peças mas peças que durem anos em boas condições significa que vou reduzir o meu consumo. No meu caso, as três coisas que procuro numa peça são: os materiais (naturais, de preferência), construção da peça e onde a peça foi feita. Claro que seria bom apoiarmos sempre marcas sustentáveis, mas independentemente da loja onde compras a peça, é essencial garantir que é de qualidade e que vais poder mantê-la durante muitos anos no armário.

5. Aposta num armário cápsula.

Já conheço este conceito há algum tempo mas nunca me fez tanto sentido como agora. Ando seriamente a pensar em apostar num e acho que se alinha na perfeição com a máxima “comprar menos e melhor”. O objectivo será ter apenas peças no meu armário de que gosto verdadeiramente e ir adaptando às estações do ano. Agrada-me muito a ideia de ter apenas peças que se conjugam facilmente entre si porque acho que é uma forma de não me preocupar e stressar tanto na hora de vestir , para além de que acabo por ficar com mais tempo para outras coisas. Gostavas de ver artigos sobre isto aqui no blogue?

6. Compra em segunda-mão.

Embora já tenha vendido alguma roupa, até ao momento ainda não fiz nenhuma compra de roupa em segunda mão, essencialmente porque ainda não encontrei uma loja que tenha peças adequadas ao meu estilo. Mas este é um passo que quero desenvolver com o tempo porque acho que é um modo de consumo bastante sustentável, na medida em que te permite dar uma segunda vida a um item, minimizando o teu impacto ambiental. És frequentadora de lojas em segunda mão? Conta-me tudo.

 

Antes de terminar queria apenas reforçar que a ideia não é seres uma consumidora perfeita – eu também não o sou – mas sim dar pequenos passos, ir bebendo informação daqui e dali, ir encontrando esta ou outra alternativa, ver o que funciona melhor contigo, ou seja, o objectivo não é dar o passo maior do que a perna porque corres o risco de desistir ainda antes de começar! É importante fazeres-te ouvir através da forma como consumes e apoiar marcas que tenham os mesmos valores que tu. Partilha nos comentários quaisquer dicas que funcionem contigo!

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